terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Renovação


Foto retirada de: http://rcfelipe.blogspot.com/2010/11/o-renascimento-da-fenix.html

Cai e me levantei,
Por mais de mil vezes,
Desvaneci e acordei!

Lutei e provei
O doce sabor da vitória
E o gosto amargo da derrota.

Foi sempre muito bom,
Ter você ao meu lado
Nunca deixando que me sentisse derrotado!

Mas agora é chegada à hora
De voar sozinho,
Tal qual pássaro saindo do ninho.

Como a lendária Fênix
Das cinzas, renascer
Para provar um novo amanhecer

Sob a guarda de Deus
Meu pai criador,
Sagrado mestre e professor.

Vou voar sob céus de mil trovões,
Atravessar os tormentos
Vencer os ventos dos tufões,

Renovar minha alma,
Limpar-lhe das magoas
Devolver-lhe a calma,

Purificar meu corpo e minha mente,
Ceifar as ervas daninhas,
E dar vida ao jardim que há em mim!

Purificar meu coração,
Para que seja ouvida
A minha oração.
Giuseppe Celeste Junior  11/Dez/2011.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Hipocrisia:

  

Como posso saber o que fazer
Se tudo que faço está errado?
Se amo, amo errado
Se odeio, é pecado

Se luto, sou ruim
Se me entrego, estou cego
Se não vou, sou frouxo
Se vou, sou um tolo.

Cada passo que dou é o errado,
Direita ou esquerda...
Faça eu o que fizer...
Estou sempre  equivocado.

É impressionante como cada ato meu
Tem a capacidade inigualável de magoar alguém,
Mas quando sou eu que estou ferido...
Nunca aparece ninguém!

Como é possível que cada gesto meu,
Cada respiração que tenha,
Possa ser uma ofensa?
Em um mundo onde ninguém pensa!
Vivo em um mundo insensato, rodeado por coitadinhos...
Na hora de farrear são grandes homens...
Agora pra assumir as consequências de seus atos...
Não passam de menininhos.

Ai daquele que disser o que pensa,
Ai daquele que não dançar a valsa,
Tocada por essa corja falsa
De ratos vigaristas.

Vivo rodeado por grandes homens,
Que não sabem o que de fato significa ser homem.
Vivo rodeado por pessoas incríveis,
Um bando de insetos de almas insensíveis.

Mas como posso eu me igualar
A esses grandiosos seres
Que tão belamente sabem falar,
E que tão lindamente são capazes de dançar.

Não importa quão sensata seja minha palavra
Minha sinceridade é rude...
Mas a hipocrisia sim,
Essa sim tem grande classe.


Ai como eu seria um ser humano melhor...
Se fechasse meus olhos pro que há a meu redor.
Ai como eu seria bem mais interessante,
Se me tornasse só mais um rato arrogante.

Ai eu poderia gritar
“EU lutei, EU estudei,
EU conquistei, EU fiz,
EU sou dono de meu nariz.”

Mas não sou assim,
Sou grosso, estúpido
Minha fala é áspera,
E não sei dançar valsa.

Nunca chegarei aos pés de vocês,
Nunca serei assim tão cortez...
Mas tenho olhos pra enxergar,
Pés pra caminhar...

E mais importante...
Tenho um coração que pode amar,
E por pior que eu seja!
Minha alma ainda pode rezar.                                                                       
                                                                                                                     Giuseppe Celeste Junior
            03 de setembro de 2011.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O protesto na Paulista

foto retirada de: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/usp-alunos-negam-relacao-entre-protestos-e-maconha


Alguns meses atrás, um estudante da USP foi morto por um assaltante drogado dentro do campus da universidade em São Paulo, houveram manifestações pedindo policiamento no local e mais policiamento foi implantado, então a polícia tentou prender três estudantes por porte drogas, os demais estudantes acharam um absurdo (afinal de contas pra serve uma universidade senão pra fumar maconha, não é mesmo? ) e resolveram que iam organizar um protesto com o objetivo de expulsar a polícia de dentro do campus, a reitoria da universidade se posicionou contra e em represália os maco... her... estudantes invadiram o prédio da reitoria num clima de ‘’vamo... vamo... vamo quebrar tudo’’ e depredaram o prédio.

Ontem (24/Nov/2011) foram as ruas, mais especificamente na Av. Paulista, o chamado “centro nervoso de São Paulo”, em horário de pico e fecharam o acesso, foi noticiado (Brasil Urgente - Rede Bandeirantes) que em meio a confusão,  uma senhora foi atropelada e por conta destes honrosos estudantes a ambulância não conseguia chegar ao local do acidente (visto que muitos destes ocupadíssimos jovens estavam em seu caminho), fora isso gostaria de lembrar que a avenida em questão é acesso ao Hospital da Clínicas, o Hospital Emilio Ribas(referencia em infectologia), o  INCOR (instituto do coração), o Hospital Antonio Prudente(o famoso Hospital do Câncer), o Hospital Santa Catarina, o Hospital Brigadeiro, dentre outros.
Agora imagine que seu pai sofreu um ataque cardíaco e está sendo encaminhado ao INCOR, ou que seu filho espera o transplante de um coração que estaria sendo transportado neste momento, ou ainda que seu irmão bateu o carro e esta sendo levado às pressas para o Hospital das Clínicas, você que tem filhos, se imagine com uma criança pequena em estado muito ruim, dentro de seu carro, precisando ser levada rapidamente para algum destes hospitais, mas claro que o direito de um bando de filhinhos de papai fumar maconha é mais importante que isso, né?
 Cresci acostumado a ver a polícia militar soltar a cavalaria, bombas de efeito moral e toda uma corja de utensílios que tem a utilidade de “dispersar o povão”  em cima de trabalhadores honestos, como meus país (ambos professores) que lutavam por salários mais dignos. Me pergunto porque o mesmo não aconteceu ontem com os ilustres estudantes da USP, mas estou certo de que não teve nada a ver com o fato de serem (em sua maioria esmagadora) da classe alta.

Apenas minha humilde opinião, Giuseppe Celeste Junior
25/Nov/2011.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Politicamente Hipócrita:



Vivemos no mundo do politicamente correto, onde sabemos que devemos falar afro descendente ou negro, homossexual e fortinho e ficam para todo sempre banidas palavras como preto, veado, sapatão e gordo e que todos saibam que dizê-las é pecado mortal passível de punição e da revolta da população em geral.
Perdemos grandioso tempo banindo essas “palavrinhas feias” e de baixo calão, mas nos esquecemos de banir o preconceito, fonte inesgotável de problemas e pai de todas estas “palavrinhas feias”, mudar o modo como se diz algo não muda a mensagem em si, pelo contrario, a fortalece fazendo-a passar despercebida, se  torna algo que não se diz mas se sente, uma espécie de prazer proibido.
Então um belo dia um grupo de idiotas se reúne e resolve falar a respeito e logo percebem que sempre pensaram “aquelas coisas feias”, então (como sempre acontece) resolvem fazer algo a respeito, começa pequeno com mensagens sem autor , como em São Paulo onde algum retardado pixou  a palavra “brancas” no muro de uma escola a frente da frase “trabalhando pelo futuro de nossas crianças” e logo teremos atitudes mais agressivas , como dezenas de homofóbicos que saem pela Av. Paulista procurando casais gays para espancar, deixemos assim e mais a frente teremos nosso próprio holocausto, não precisa muito, um dia e um grupo de imbecis vai decidir todos que são diferentes deles, todos de quem não gostam e todos que os apóiam não merecem viver e, portanto devem morrer.
Parafraseando um dos meus personagens favoritos (Dr. House), “Já basta de confundirmos falsidade com educação”, estou farto de ter que gastar meu tempo pensando no que devo falar e como falar ao invés de pensar em como devo agir, estou “até as tampas” dessa hipocrisia velada, vestindo uma fantasia de verdade, não sou “fortinho”, sou gordo mesmo e isso nunca me impediu de ser uma pessoa descente, mas vivo no mundo do politicamente correto, onde é abominável dizer preto, mas se pixam frases fascistas nos muros das escolas, onde dizer veado é crime, mas há quem quebre lâmpadas fluorescentes em um casal gay só porque eles andavam de mãos dadas na rua e um bando de carecas retardados espancou um pai e um filho porque ousaram se abraçar e beijar o rosto um do outro em um evento publico.
Termino citando Willian Shakespeare “O que é um nome afinal? Se chamarmos um flor de canhão, porventura esta deixará de ser cheirosa? E por acaso, se dermos a um canhão o nome de uma flor, este se tornará menos mortal?”.
Apenas minha humilde opinião, como diria Gandhi “Mesmo que você seja um contra um milhão, a verdade AINDA é a verdade”.
Giuseppe Celeste Junior
20/Nov/2011.