sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O protesto na Paulista

foto retirada de: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/usp-alunos-negam-relacao-entre-protestos-e-maconha


Alguns meses atrás, um estudante da USP foi morto por um assaltante drogado dentro do campus da universidade em São Paulo, houveram manifestações pedindo policiamento no local e mais policiamento foi implantado, então a polícia tentou prender três estudantes por porte drogas, os demais estudantes acharam um absurdo (afinal de contas pra serve uma universidade senão pra fumar maconha, não é mesmo? ) e resolveram que iam organizar um protesto com o objetivo de expulsar a polícia de dentro do campus, a reitoria da universidade se posicionou contra e em represália os maco... her... estudantes invadiram o prédio da reitoria num clima de ‘’vamo... vamo... vamo quebrar tudo’’ e depredaram o prédio.

Ontem (24/Nov/2011) foram as ruas, mais especificamente na Av. Paulista, o chamado “centro nervoso de São Paulo”, em horário de pico e fecharam o acesso, foi noticiado (Brasil Urgente - Rede Bandeirantes) que em meio a confusão,  uma senhora foi atropelada e por conta destes honrosos estudantes a ambulância não conseguia chegar ao local do acidente (visto que muitos destes ocupadíssimos jovens estavam em seu caminho), fora isso gostaria de lembrar que a avenida em questão é acesso ao Hospital da Clínicas, o Hospital Emilio Ribas(referencia em infectologia), o  INCOR (instituto do coração), o Hospital Antonio Prudente(o famoso Hospital do Câncer), o Hospital Santa Catarina, o Hospital Brigadeiro, dentre outros.
Agora imagine que seu pai sofreu um ataque cardíaco e está sendo encaminhado ao INCOR, ou que seu filho espera o transplante de um coração que estaria sendo transportado neste momento, ou ainda que seu irmão bateu o carro e esta sendo levado às pressas para o Hospital das Clínicas, você que tem filhos, se imagine com uma criança pequena em estado muito ruim, dentro de seu carro, precisando ser levada rapidamente para algum destes hospitais, mas claro que o direito de um bando de filhinhos de papai fumar maconha é mais importante que isso, né?
 Cresci acostumado a ver a polícia militar soltar a cavalaria, bombas de efeito moral e toda uma corja de utensílios que tem a utilidade de “dispersar o povão”  em cima de trabalhadores honestos, como meus país (ambos professores) que lutavam por salários mais dignos. Me pergunto porque o mesmo não aconteceu ontem com os ilustres estudantes da USP, mas estou certo de que não teve nada a ver com o fato de serem (em sua maioria esmagadora) da classe alta.

Apenas minha humilde opinião, Giuseppe Celeste Junior
25/Nov/2011.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Politicamente Hipócrita:



Vivemos no mundo do politicamente correto, onde sabemos que devemos falar afro descendente ou negro, homossexual e fortinho e ficam para todo sempre banidas palavras como preto, veado, sapatão e gordo e que todos saibam que dizê-las é pecado mortal passível de punição e da revolta da população em geral.
Perdemos grandioso tempo banindo essas “palavrinhas feias” e de baixo calão, mas nos esquecemos de banir o preconceito, fonte inesgotável de problemas e pai de todas estas “palavrinhas feias”, mudar o modo como se diz algo não muda a mensagem em si, pelo contrario, a fortalece fazendo-a passar despercebida, se  torna algo que não se diz mas se sente, uma espécie de prazer proibido.
Então um belo dia um grupo de idiotas se reúne e resolve falar a respeito e logo percebem que sempre pensaram “aquelas coisas feias”, então (como sempre acontece) resolvem fazer algo a respeito, começa pequeno com mensagens sem autor , como em São Paulo onde algum retardado pixou  a palavra “brancas” no muro de uma escola a frente da frase “trabalhando pelo futuro de nossas crianças” e logo teremos atitudes mais agressivas , como dezenas de homofóbicos que saem pela Av. Paulista procurando casais gays para espancar, deixemos assim e mais a frente teremos nosso próprio holocausto, não precisa muito, um dia e um grupo de imbecis vai decidir todos que são diferentes deles, todos de quem não gostam e todos que os apóiam não merecem viver e, portanto devem morrer.
Parafraseando um dos meus personagens favoritos (Dr. House), “Já basta de confundirmos falsidade com educação”, estou farto de ter que gastar meu tempo pensando no que devo falar e como falar ao invés de pensar em como devo agir, estou “até as tampas” dessa hipocrisia velada, vestindo uma fantasia de verdade, não sou “fortinho”, sou gordo mesmo e isso nunca me impediu de ser uma pessoa descente, mas vivo no mundo do politicamente correto, onde é abominável dizer preto, mas se pixam frases fascistas nos muros das escolas, onde dizer veado é crime, mas há quem quebre lâmpadas fluorescentes em um casal gay só porque eles andavam de mãos dadas na rua e um bando de carecas retardados espancou um pai e um filho porque ousaram se abraçar e beijar o rosto um do outro em um evento publico.
Termino citando Willian Shakespeare “O que é um nome afinal? Se chamarmos um flor de canhão, porventura esta deixará de ser cheirosa? E por acaso, se dermos a um canhão o nome de uma flor, este se tornará menos mortal?”.
Apenas minha humilde opinião, como diria Gandhi “Mesmo que você seja um contra um milhão, a verdade AINDA é a verdade”.
Giuseppe Celeste Junior
20/Nov/2011.