quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Politicamente Hipócrita:



Vivemos no mundo do politicamente correto, onde sabemos que devemos falar afro descendente ou negro, homossexual e fortinho e ficam para todo sempre banidas palavras como preto, veado, sapatão e gordo e que todos saibam que dizê-las é pecado mortal passível de punição e da revolta da população em geral.
Perdemos grandioso tempo banindo essas “palavrinhas feias” e de baixo calão, mas nos esquecemos de banir o preconceito, fonte inesgotável de problemas e pai de todas estas “palavrinhas feias”, mudar o modo como se diz algo não muda a mensagem em si, pelo contrario, a fortalece fazendo-a passar despercebida, se  torna algo que não se diz mas se sente, uma espécie de prazer proibido.
Então um belo dia um grupo de idiotas se reúne e resolve falar a respeito e logo percebem que sempre pensaram “aquelas coisas feias”, então (como sempre acontece) resolvem fazer algo a respeito, começa pequeno com mensagens sem autor , como em São Paulo onde algum retardado pixou  a palavra “brancas” no muro de uma escola a frente da frase “trabalhando pelo futuro de nossas crianças” e logo teremos atitudes mais agressivas , como dezenas de homofóbicos que saem pela Av. Paulista procurando casais gays para espancar, deixemos assim e mais a frente teremos nosso próprio holocausto, não precisa muito, um dia e um grupo de imbecis vai decidir todos que são diferentes deles, todos de quem não gostam e todos que os apóiam não merecem viver e, portanto devem morrer.
Parafraseando um dos meus personagens favoritos (Dr. House), “Já basta de confundirmos falsidade com educação”, estou farto de ter que gastar meu tempo pensando no que devo falar e como falar ao invés de pensar em como devo agir, estou “até as tampas” dessa hipocrisia velada, vestindo uma fantasia de verdade, não sou “fortinho”, sou gordo mesmo e isso nunca me impediu de ser uma pessoa descente, mas vivo no mundo do politicamente correto, onde é abominável dizer preto, mas se pixam frases fascistas nos muros das escolas, onde dizer veado é crime, mas há quem quebre lâmpadas fluorescentes em um casal gay só porque eles andavam de mãos dadas na rua e um bando de carecas retardados espancou um pai e um filho porque ousaram se abraçar e beijar o rosto um do outro em um evento publico.
Termino citando Willian Shakespeare “O que é um nome afinal? Se chamarmos um flor de canhão, porventura esta deixará de ser cheirosa? E por acaso, se dermos a um canhão o nome de uma flor, este se tornará menos mortal?”.
Apenas minha humilde opinião, como diria Gandhi “Mesmo que você seja um contra um milhão, a verdade AINDA é a verdade”.
Giuseppe Celeste Junior
20/Nov/2011.

2 comentários:

  1. parabéns pelo blog pepito!
    idéias mto inteligentes e coerentes.
    vc devia ser colunista da folha!
    vou ajudar a divulgar no face..
    abração!!
    Brisa

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